Buscando
a ti
por
entre os carpos,
voo
nesse céu vasqueiro
sem
armadura ou anteparo...
e
afora insólita redoma,
a
lhes invejar,
curvo-me
aos pássaros em seus rituais,
sobre
o azul oceânico
em
livre acasalar...
Voo
num
vai e vem, absorto,
olhos
cerrados,
num
arfante delirar...
de
súbito,
despenco
em mar fechado
sem
onde mais navegar...
o
espaço é delimitado...
o
mundo seria outro
não
fosse ampla a distância...
em
riste e sem consonância
meu
corpo procura o teu,
mas
minh'alma não te alcança...
sozinho,
infatigável
te busco
em
meu louco imaginário...
por
instantes,
com
a cabeça que não pensa,
insanamente
me farto
sem
freios em meu instinto...
e
morro
nesse
desejo insaciável;
impressas
às mãos calejadas,
cansadas,
saudades
que de ti sinto...

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