segunda-feira, 17 de abril de 2017

À luz das inquietações







Beira a somatização
que vai resistindo às hortas
n'angústia que te atropela,
nas falhas de humanidade,
discrepâncias declaradas...

Nas verdades descaradas
a mascarada humildade,
entre o pensar e o calar
ardis dos abissos Eus...

Por ora o contíguo chora,
no veio borbulhas em lavas...
vãs irreais comoções
com o elo que se perdeu...

Vai gélido na contramão
o espargir d'outros sonhos
que cegos e com delongas
vão-se amargos, arredios.

Vem o gritar dos porões,
e o desaguar em porfias
e o vomitar apressa a cura
à luz das inquietações.


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