sexta-feira, 21 de abril de 2017

Sentimentos mortos



Algo que me domina,
me traz a quietude
e me desconcerta,
faz de mim o vazio;
me anula e sombrio
me veste de solidão...

Deixem que dormitem
e se acumulem
as palavras em meu silêncio-dilema...

Preciso do nobre,
de motivos novos, fortes,
de alma aberta,
de provocações...
para que me venha a estação Poeta...

E enquanto, em mim, cessa
toda inspiração
pobre, sou oco universo...
e, sendo pouco, farto de problemas
sou versos tortos fora do papel...

Sem chão, sem céu
e em mundo adverso
sem valia à pena,
incompleto,
verso insepultos sentimentos mortos,
expostos
num imperfeito poema...

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