segunda-feira, 17 de abril de 2017

Pelas madrugadas



Em madrugadas outonais,
regidos pela escuridão,
voam pássaros,
livres como os meus delírios...

Sob as penumbras do Eu
a voz do silêncio me diz tantas coisas...

ouço o que as vozes falam, 
sem me importar em enxergar,
sem nem desejar saber
do dia que se aproxima...

no açoite de cada limiar
sinto destroçado tudo o que passou,
mas inda sigo seguro
pra prosseguir em meus passos
noutras madrugadas,
sem ter grilhões de impérios...

pra nutrir os meus delírios
e os libertar, 
deixar que eles tomem asas
como os bacuraus
contemplando a noite e os seus mistérios...

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