Dos sentimentos que hibernam
jamais virão confissões
dos desejos suprimidos;
dormitarão em segredo
em sua reservada furna.
E a esse ser reprimido
no seu doentio sadismo
de se negar à entrega,
jamais virá o troco na mesma
moeda
porque o seu preço já é pago
no exício.
Nas malhas que a vida enreda
as pagas não são
fortuitas...
Pecado é não amar...
Como se pode a avareza
nas coisas que são
gratuitas?

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