segunda-feira, 17 de abril de 2017

Dono do tempo




Vi a luz acesa
quando olhaste pra mim
e em teu mundo adentrei...

quis sentir teu mel, te desembrulhar
sonhei te provar qual doce alfenim...
devaneei o céu sem me importar
com fins deletérios d'infernos e afins...

quis remar em teu mar de tantos mistérios,
quis te desbravar, ter a vida em flor...
tive o teu sorriso a rimar com o meu,
depois o meu corpo confesso a ti;

senti frio e ardor, extremo, apogeu
vi jorrar em teus olhos floridos jardins...
quis cada segundo ser do coração
quis toda emoção (e pude sentir)...

me entreguei por todo, chorei e sorri
fiz viver manhãs noutros pensamentos,
vivi o portento, fui todo paixão,
fui dono do tempo que me dei pra ti...

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