domingo, 16 de abril de 2017

Das assolassões





Vago 
às ruas desertas como cão sem dono
com a solidão que me ferra...
e sangro 
à vida que se emperra 
...e para,
nas noites que me lancinam 
como golpes de punhal...

Saudades, 
profundo, em meu peito, berram
transportam minh'alma às guerras 
de forma descomunal...

sofro, 
meus passos na contramão,
me tragam em desconstrução
nos trilhos que se encerram...

Pesam-me 
os viscos dos sentimentos;
rabisco então meus lamentos
numa nênia de sofrimentos, 
de cunho assaz surreal...

fecho 
meu mundo tão pequenino,
pranteio qual um menino
c'o amor que o destino enterra...

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